O trabalho infantil é uma realidade que ainda rouba a infância de milhões de crianças. 12 de junho foi a data escolhida pela Organização Internacional do Trabalho em 2002 para o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, que reforça a importância de proteger crianças e adolescentes de atividades que comprometem o desenvolvimento, a educação, a saúde e o futuro.
Embora o Brasil tenha registrado avanços significativos, os números ainda revelam um desafio estrutural. De acordo com os dados mais recentes do IBGE (Pnad Contínua):
- Cerca de 1,65 milhão de crianças e adolescentes (entre 5 e 17 anos) estão em situação de trabalho infantil.
- A maior concentração (55,5%) está na faixa etária de 16 a 17 anos. Além disso, a maioria são meninos e, dentre eles, 66% são pretos ou pardos.
- O comércio e a reparação de veículos (30,2%) e a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (19,2%) são as áreas que maiores índices de trabalho infantil.
No mundo, segundo relatório da OIT e do UNICEF divulgado em 2025, cerca de 138 milhões de crianças e adolescentes estavam em situação de trabalho infantil em 2024. Desse total, aproximadamente 54 milhões realizavam atividades perigosas, expostas a riscos físicos, psicológicos e sociais.
O papel das entidades também é social e o Sintibref-MG atua firmemente em frentes de proteção de crianças e adolescentes. O sindicato é membro do Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (FNDCA) e membro da coordenação executiva da Frente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente em Minas Gerais (FDDCA/MG).
Erradicar o trabalho infantil exige compromisso do poder público, fiscalização, acesso à educação e participação ativa da sociedade. Proteger crianças e adolescentes é construir um futuro mais justo para todos. Faça sua parte e denuncie!
- Disque 100: o principal canal para violações de direitos humanos.
- Conselho Tutelar: presente em todos os municípios.
- Aplicativo Direitos Humanos Brasil: disponível para smartphones.
- Site do Ministério Público do Trabalho (MPT): para denúncias formais de exploração laboral.




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