Ser pai vai muito além de uma data comemorativa. É acompanhar o crescimento dos filhos, dividir responsabilidades, acolher, ensinar, brincar, levar à escola, cuidar quando adoecem e estar presente nos momentos que constroem a vida em família.
Mas essa presença nem sempre é possível para quem trabalha em instituições beneficentes, religiosas e filantrópicas. Muitos profissionais da categoria cumprem jornadas em escalas, trabalham à noite, nos fins de semana e nos feriados. Enquanto muitas famílias estão reunidas, há trabalhadores garantindo o funcionamento de hospitais filantrópicos, instituições de acolhimento, creches, entidades assistenciais, casas de repouso e tantos outros serviços essenciais.
São pais que, muitas vezes, passam aniversários, almoços de domingo e datas comemorativas longe de casa para cuidar de outras pessoas.
Isso não diminui o desejo de participar da vida dos filhos. Pelo contrário: reforça a importância de condições de trabalho que permitam conciliar a atividade profissional com a convivência familiar.
Licença-paternidade: um direito que fortalece a família
A licença-paternidade é um dos direitos assegurados aos trabalhadores que representa um passo importante para que os pais possam acompanhar os primeiros dias de vida dos filhos e apoiar a família nesse momento de grandes mudanças.
Embora ainda seja um período curto diante das necessidades do cuidado, esse direito reconhece que a presença do pai faz diferença desde o nascimento. Veja o que faz parte da licença-paternidade:
- Licença de 5 dias corridos, garantida aos trabalhadores com carteira assinada
- Possibilidade de ampliação para 20 dias, quando a empresa participa do Programa Empresa Cidadã e o trabalhador atende aos requisitos previstos na legislação
- Remuneração integral durante o período de licença, sem prejuízo do salário
- Direito garantido para quem teve um filho, adotou ou obteve a guarda judicial de uma criança, de acordo com as regras de cada caso
- Emprego e todos os seus direitos garantidos durante a licença, sem nenhum prejuízo.
Se você tem dúvidas sobre a aplicação da legislação ou das cláusulas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho, procure orientação no Sintibref-MG.
Cuidar dos filhos é uma responsabilidade compartilhada
O cuidado com os filhos não deve ser uma responsabilidade exclusiva das mulheres. A presença dos pais na criação, nos primeiros dias de vida, nas consultas, na escola e na rotina da família fortalece os vínculos afetivos e contribui para uma divisão mais justa das responsabilidades de cuidado.
Por isso, valorizar a paternidade também significa reconhecer que cuidar é uma responsabilidade da família, da sociedade e das relações de trabalho, e que o tempo dedicado aos filhos é um direito que merece ser protegido.
Neste Dia dos Pais, o Sintibref-MG homenageia todos os pais da categoria e reforça que defender direitos trabalhistas também é defender uma vida com mais equilíbrio entre trabalho, cuidado e convivência familiar. Papais, parabéns pelo seu dia!




